terça-feira, fevereiro 08, 2005


Ouvi ou vi... Jazz

Ouvi primeiro, perdi depois, reencontrei mais tarde In the Sun, há ano e meio. E gostei. Gostei muito. Uma voz simultaneamente cristalina e quente é obra. Sensual e angelical é obra-prima! Jane Monheit, 26 anos, nova-iorquina, confessa fã do genial Tom Jobim e dessa fabulosa e intrigante corrente musical - Bossa Nova -, chegou a gravar dois cativantes temas com Ivan Lins - Once I walked in the sun e Começar de novo. Já bastante conceituada na comunidade jazzística de Nova Iorque, passou, tal como Diana Krall, a ser catalogada no domínio do Pop (i.e. comercial, popular et caetera...). Não vejo mal nisso: afinal a beleza nunca apoucou a qualidade, nem esta tão-pouco cede, forçosamente, à inevitável popularidade. Antes pelo contrário, em muitos perspicazes olhos e tonificados ouvidos.

A propósito, talvez um dia alguém se lembre de acordar assim:


Poor Jane Monheit. She violates two major commandments of jazz: thou shalt not become popular and thou shalt not be pretty. This combination — together with her youth — has evidently created suspicion (and maybe 'sour grapes') in the minds of some jazz fans, critics and even a few musicians. After all, jazz performers must have a daytime gig. Right? Popularity and quality cannot coexist. According to such thinking, since Monheit is a hit in the market place, she must therefore be a 'pop' singer. Additionally, female jazz singers should look like Sarah, Ella, Anita or Dinah. Each of these ladies was certainly fine looking and each is a marvelous singer, but they are not considered pretty in the traditional sense. Again, to such thinking, prettiness and quality also cannot coexist. Jazz singers are not permitted to be both popular and pretty. Strike two for Ms Monheit. (...) Highly recommended.
by Roger Crane